18 Nov 2018

Ambiente para avaliação de cores

No mundo gráfico, a aprovação de cores é uma das principais atividades da área de pré-impressão e também uma das mais polemicas. Não é difícil nos deparar com situações em que o cliente encontra diferenças entre o que ele aprovou e o impresso final. Mas afinal de contas o qual é a grande dificuldade que polemiza tanto a parte de cores dentro da pré-impressão?

tintasO primeiro passo para que possamos falar sobre aprovação de cores é entender o que é cor. Cor é a forma como o nosso cérebro interpreta os sinais eletro nervosos que o olho emite ao receber a remissão da luz visível refletida em um objeto, então a cor é assimilada pelo ser humano através do sentido da visão, que dos cinco sentidos é o que conduz a informação até ao cérebro mais rapidamente. Desta forma você pode perceber que a cor é repleta de subjetividade, cada um pode interpretar a luz refletida de maneiras diferentes em situações diferentes.

O segundo passo é entender como podemos reduzir as influencias subjetivas na hora de aprovar determinada cor (perceba que falamos em redução das influencias e não eliminação total delas, pois com tantas variáveis interferindo na subjetividade podemos dizer que é praticamente uma utopia criar o ambiente perfeito). Para isso entramos na questão das condições padronizadas de visualização para interpretação de cores e temos algumas normas internacionais que nos dão as diretrizes para criar o ambiente ideal, como a ISO 3664 e a ISO 12646.

Elencamos alguns itens que podem ser considerados como primordiais para começar a ambientação.

  • As paredes e o teto devem ser pintados com um cinza neutro, a fim de aproximar ao máximo a cor n8 do livro de cores Munsell.
  • PantoneAs janelas devem possuir cortinas ou venezianas que impeçam a entrada total da luz externa, ou pelo menos 75% desta.
  • Deve-se evitar conferir provas impressas e posicionar os monitores calibrados perto das janelas, a menos que estas estejam impedindo totalmente a entrada de luz externa.
  • Deve-se evitar o uso de roupas muito coloridas ou de cores fortes, a luz refletida na roupa também pode interferir na avaliação então o neutro é mais uma vez a melhor opção.
  • Objetos, pôsteres ou moveis muito coloridos que fiquem no campo de visão do operador também podem interferir, o ideal seria eliminar todos os itens que possam causar interferências visuais na interpretação das cores.
  • A iluminação da sala deve possuir temperatura de cor D50 ou 5000k, principalmente para avaliação de impressos.
  • Se você precisa fazer analises metaméricas, você precisará de uma cabine de luz que utilize iluminantes distintos para avaliação do impresso e da condição metamérica do mesmo.

As normas também abordam outras questões como os níveis de Iluminância (que deve estar entre 2000 lux) e outros dados relativos à luz do ambiente.

Enfim, a quantidade de pontos a se observar na implantação das normas e a sua rigidez tornam a pratica da implantação ideal exaustiva e muitas vezes impraticável, no entanto a aquisição de lâmpadas D50, a pintura de paredes com tons neutros, uso de uniformes também em tons neutros e a cobertura parcial ou total de janelas de maneira que se mantenha um nível constante de luminosidade no ambiente trazem uma grande melhora nos resultados e, mesmo sem atender à norma por completo, nos auxiliam muito na interpretação padronizada das cores entre departamentos, empresas e clientes.